Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Livro Espírita - A New Earth


Estava assistindo com minha mãe o programa da Oprah (já posso ver meu primo se remoendo agora hahaha) e ela estava falando do lançamento de um livro de auto-ajuda intitulado "A New Earth" que recebeu o nome em português: "Um Novo Mundo - O Despertar de uma Nova Consciência". Ok, aumentaram um pouco o título mas nada grave e isso nem vem ao caso.

Este livro é um livro espírita que faz com que enxerguemos nosso EGO. Foram pessoas no programa dela falar da vida antes e pós leitura e, mesmo podendo ser uma propaganda exagerada do livro, achei a temática interessante. O livro acabou por ajudar em diversos problemas familiares das pessoas que falaram e achei até bem verdadeiro. Como eu passo por um problema semelhante, acredito que não vai me doer em nada ler este livro que por sinal custa menos de R$ 20,00 com 200 e poucas páginas. Tudo que eu mais preciso agora é de orientação, talvez até mesmo religiosa.

Nunca fui um religioso praticante, minha mãe me ofereceu a opção e eu escolhi ser um religioso que acredita muito em Deus e somente em Deus. Não que os Santos não tenham importância, mas é com Deus que converso sempre quando há problemas.

Busco nesse livro uma leitura para encontrar meu ego e conversar com ele, podendo ter até a orientação de Deus em tudo isso, para que eu seja guiado para o melhor caminho para viver minha vida e ser muito feliz. O que mais quero é ser feliz e compartilhar com as pessoa ao meu redor essa maravilhosa felicidade.

Se você tiver indicações de leitura, seja livro ou internet, deixe nos comentários, ela será muito bem vinda, pode ter certeza!

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

O valor e o dinheiro

É, acho que posso me considerar um visitante do blog do Paulo Coelho. Ele coloca histórias tão legais que fico besta. Será que a ignorância é de fato uma benção? Segue a historinha que vi em seu blog:

***

Ciccone German conta a história de um homem que, graças à sua imensa riqueza e sua infinita ambição, resolveu comprar tudo que estava ao seu alcance.

Depois de encher suas muitas casas de roupas, móveis, automóveis, jóias, o homem resolveu comprar outras coisas.

Comprou a ética e a moral, e neste momento foi criada a corrupção.

Comprou a solidariedade e a generosidade – e, então, a indiferença foi criada.

Comprou a justiça e suas leis - fazendo nascer na mesma hora a impunidade.

Comprou o amor e os sentimentos, e surgiu a dor e o remorso.

O homem mais poderoso do mundo comprou todos os bens materiais que queria possuir, e todos os valores que desejava dominar.

Até que um dia, já embriagado por tanto poder, resolveu comprar a si mesmo. Apesar de todo o dinheiro, não conseguiu realizar seu intento.

Então, a partir deste momento, criou-se na consciência da Terra um único bem que nenhuma pessoa pode colocar um preço: seu próprio valor.


***

Link: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/2009/07/04/o-valor-e-o-dinheiro/

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Sobre o amor

Neste tempo de crise, eu confesso que estou melhor por causa do apoio dos amigos e familiares, mas mesmo assim ainda não consigo comer mais que meras migalhas. Resultado: Cheguei nos 2 dígitos novamente. Nada bom perder tanto peso tão rápido, mas não tenho o que fazer. Faz parte.

Bom, neste final de semana a esposa do meu super primo fez uma feijoada deliciosa (até que comi um pouco mais que migalhas) e de fato estava excelente. Conversamos muito sobre os problemas (separação) e até que o colo foi muito bom. Lógico que minha família vai me defender com unhas e dentes e esse tipo de "calor" é sempre bom, mas eles falaram muitas coisas para que eu pudesse crescer como pessoa. Ouvi-os com muita atenção, compreensão e amor. Diria até que foi um final de semana que resolveu muitas coisas dentro de mim, mas talvez só a terapia de fato tire minha única dúvida. Ta certo que ouvi coisas que jamais esperava que pudesse ter acontecido (e ta ai um problema de eu ser desligado em algumas ocasiões) e fiquei "boladão", mas nada que ainda questionasse o amor jurado ali perante o padre, apenas disturbios de comportamento, ou melhor: auto-defesa.

Não imagino quem comentou no meu post anterior sobre meus problemas mas acredito que tenha sido uma pessoa que me conhece bem. Fiquei realmente assustado com a "defesa" com relação à minha (ainda) esposa. Isso não é necessário. O blog aqui é só para eu desabafar... relaxa. Se os posts possuem tendencia de eu ter esperanças, talvez seja porque eu tenho esperanças! Tenho esperança que minha esposa enxergue o quanto foi bom ela ao meu lado todo esse tempo e que nosso amor é muito maior que isso.

Cada dia que passa o que eu sinto mais falta "afetiva", troca de carinhos, enfim, todo relacionamento que trocamos nesses 4 anos e é isso que eu sinto falta agora. Nossas conversas, nossas besteiras, enfim, toda a parte feliz de um casamento. Isso porque faz menos de 2 semanas ainda. Acredito que quando completar pelo menos 1 mês ou 2, sei lá, talvez tenhamos uma opinião formada sobre tudo isso e então tomamos um rumo pra nossa vida. Seja pro bem ou por mal. Enquanto isso eu me trato, eu me cuido, eu faço terapia (com uma japonesa aqui perto do banco) e tenho certeza que independentemente do final da história, eu vou sair feliz. Seja com ela, seja sem ela. Minha esperança? Que seja com ela.

De vez em quando meu corpo libera um "jato" de adrenalina no corpo, fazendo com que eu pense 'n' coisas diferentes em um curto espaço de tempo, ou seja, desde pensar em uma solução, como "não se importar" com o que está acontecendo. É uma sensação horrível, principalmente quando olho para o nada e começo a pensar nas coisas. De fato está tudo tão recente que eu posso estar cego, louco, enfim, mas só a terapeuta pode dizer o que eu tenho.

Bosta, o que eu tenho ainda é amor.

Amor é o sentimento mais complicado que tive nessa vida (e olhe que já tive tanto perrengue com outras coisas) e ele é o que mais me fere e ao mesmo tempo me faz feliz. Tive 4 anos de tanta felicidade que acho difícil mensurar, mas talvez o que algumas pessoas não entendem é que essa felicidade não está diretamente atrelada aos problemas. Problemas todos temos e procuramos resolver da melhor maneira possível, mas amor, pra mim, era algo incondicional. Tenho até em um e-mail de março de 2008 dela falando sobre isso...Eu amo muito minha mãe e nunca vou deixar de amá-la, porque é um amor incondicional. Eu amei a Sissi desta maneira, de forma incondicional e isso nem de longe é um problema, justamente porque sempre fiz isso de coração.

Se eu pudesse dizer com palavras o que eu sinto desta separação é como se minha mãe dissesse pra mim que não me amava mais. Acho que dor maior que essa talvez seja difícil mas acredito que vale a comparação.

Mas enfim, toda manhã ainda continua a mesma coisa, dores no peito, pensamentos negativos sobre a vida, pouca esperança de um final feliz... Complicado tudo isso... Morro de vontade falar com ela todos os dias, falar besteiras, contar da vida, contar dos perrengues do emprego, da vida, do universo... Lembrei tanto dela no almoço de hoje, no Gigio (Casa de massas)...

Sinto falta da mãozinha de neném dela, dos seus pézinhos em formato de pão e o mais difícil de se esquecer: seu sorriso quando feliz ou quando eu brincava com ela igual neném.

É, eu preciso de um mega-tratamento...

Domingo, 5 de Julho de 2009

Confusão Mental

O tempo passa e tudo que acontece é que a confusão mental em minha cabeça só aumenta. Se você imaginar minha cabeça, imagine só a Coréia do Norte e Coréia do Sul. Um lado pouco mais "agressivo" procurando soluções algumas vezes cretinas, absurdas e pro que acordamos, um tanto absurda. Ai tem o outro lado, que está pensativo, que quer desenvolver um "novo Bruno" emocionalmente, um lado que se preocupa com meu coração e está jogando do lado dos fatos sensatos.

Sempre acordo com "bombas atômicas" em minha cabeça no conflito de informações, achismos e enfim, minha cabeça e coração se confrontando em busca de uma solução onde todos ganhem. É, está complicado e por isso estou fazendo um tratamento no banco que chama-se "Fique-Ok", onde o funcionário pode contar com toda assistência para 'n' tipos de problemas pessoais e de trabalho do funcionário. Tenho ligado bastante e conversado com o psicólogo e ele tem me feito tomar as melhores decisões pra mim mesmo.

Sou afobado e tenho uma cabeça muito lógica, ou seja, sempre acredito que as coisas podem ser resolvidas em uma conversa séria, entendimento, questionamento, enfim, acredito muito nos acertos da vida porque aprendi que assim é a melhor maneira para se resolver os problemas. Lógico que é muito difícil resolver problemas brigando (e eu esquento a cabeça as vezes com coisas desnecessárias) e isso acaba com certeza desgastando o relacionamento.

Nesse tempo que ando ganhando colo, eu soube de coisas que aconteceram que eu jamais fiz idéia que pudesse ter acontecido, coisas que fizeram com que as pessoas importantes para mim ficassem mal ou mesmo derramassem lágrimas de dor. Eu nunca vi e por conta disso eu não posso incluir em meu julgamento. Comigo sempre foi tudo um "mar de rosas" e os problemas chegavam e eram solucionados de um jeito ou de outro.

O que meu psicólogo quer que eu entenda é que casais brigam, discutem, argumentam, enfim, uma "treta" é constante, mas os momentos felizes são fantásticos e suprem TODA essa "treta" e por isso o amor torna-se incondicional.

O que aconteceu no meu casamento foi que minha esposa cansou das "tretas" e acredito muito que também por conta da sua fase com os problemas familiares, tudo se pontencializou. Talvez neste tempo que estamos nos dando, que estamos separados ela consiga enxergar isso de alguma forma, enxergar que nossas brigas não chegam nem no dedinho do pé do amor intenso que vivemos, que minhas cobranças (assim com ela tinha as dela) também não afetavam em nada a felicidade, era puramente para nos acertarmos, o que é um casamento acredito que por muito tempo.

Ambos erramos, ambos temos opiniões formadas e ambos sabíamos defender essas opiniões quase que com unhas e dentes e mesmo assim, em 4 anos juntos, soubemos lidar com isso, fazer com que isso fosse indiferente. Conversando com meu amigo Glauco, ele presenciou uma discussão nossa em plena churrascaria sobre a lei que não permite fumantes em restaurantes. DISCUTIMOS ISSO E NEM FUMAMOS! Hahaha, é pra rir mesmo, pra tentar entender o ponto que chegamos.

Quando estava saindo de casa, minha esposa falou com minha mãe e falou todos os motivos que levaram para nossa separação, até para que nos meus problemas de "esquecimento" isso não fosse esquecido, para que quando eu buscasse tratamento, pra saber se isso era problema grave de uma relação conjugal, se isso eu vou ter seja com a minha esposa ou com outra mulher, enfim...

Isso me faz lembrar quando terminei com a Claudia que eu falei pra ela que nosso amor já tinha se esgotado e o que estávamos ali vivendo talvez fosse uma mentira, que nosso amor estava desgastado demais, que eu sentia falta de coisas que ela jamais pudesse me dar e na verdade eu estava interessado em ficar com a Sissi e ao mesmo tempo não quis magoá-la. Talvez esse tenha sido um erro grave em minha vida, mas conto aqui no blog abertamente sobre isso porque foi uma decisão que eu pude, enfim, ficar com a Sissi e construir o que construímos, até sábado passado.

Eu era um mero estagiário, que ganhava R$ 800,00 por mês e fui subindo na medida que pude, que as oportunidades apareceram e ela já tinha um trabalho estável e carro próprio. Ela mais velha, já com experiência nesse tempo todo cuidou de mim, mas será que eu cuidei dela? Hmm, de acordo com minha terapia eu não cuidei dela, eu não a completei. E é isso que eu falo com o terapeuta para eu evoluir, essa maturidade, essa "coisa" de me importar mais com o próximo. Nunca quis que ela fosse minha mãe, que ela lavasse minha roupa, passasse, enfim, tínhamos (até uma confusão de dinheiro) uma excelente doméstica que tirava todo o cascão de casa! Após a confusão monetária, a Sissi passou a fazer tudo quando eu poderia de alguma forma ter ajudado a continuar pagando a doméstica para que a Sissi pudesse continuar na sua rotina de emprego entre 9h e 18h. Faltou maturidade para ir levar os ternos para lavar, a Kitty (minha gata) para ser vacinada, enfim, pra um monte de outras coisas.

Não busco um arrependimento, mas busco um Bruno responsável, um Bruno que possa suprir as necessidades do outro, um Bruno maduro, um Bruno legal e divertido, um Bruno que possa dar muito carinho. Esse Bruno eu vou buscar na terapia. Não posso prometer isso pra ela agora (como eu ia prometer na segunda-feira de alguma forma afobada) e vou fazer a terapia semanal (ou 2x, isso será definido na próxima consulta) e ai sim talvez eu possa chegar nela e "prometer" ser mais responsável e menos grosso. Não sei, mas tudo que eu quero nessa vida é ser muito feliz (com ela ou sem ela) e para isso eu preciso fazer minha parte. Se eu fizer essa minha parte, eu acredito e MUITO que a felicidade vai vir! tudo que eu quero MUITO na vida é ser feliz. Vamos ver se vai ser com ela ou não e a terapia vai me encaminhar e o tempo vai dizer.

Ufa, desculpem a bíblia, mas gostei muito de escrever este texto!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Uma historinha do Paulo Coelho

Eu não sou muito fã do Paulo Coelho puramente por boatos (nunca li nada dele) mas gostei muito de uma histórinha que ele colocou em seu blog. Talvez tenha a ver com a minha separação, enfim, bacana.

O Grande Mapa

"Certo rei encomendou aos geógrafos um mapa do país", conta Jorge Luis Borges. "Mas exigiu que tal mapa fosse perfeito, com todos os detalhes".

Os geógrafos mediram todos os locais, e fizeram um rascunho. Um deles comentou que ainda faltavam detalhes de rios.

Resolveram refazer o desenho numa escala bem maior. Quando ficou pronto, o mapa estava do tamanho do primeiro andar de um edifício; mesmo assim, alguns conselheiros do rei argumentaram: "Não dá para ver os caminhos nos bosques".

E os sábios geógrafos foram desenhando mapas cada vez maiores, com detalhes e mais detalhes do país.

Quando, finalmente, conseguiram o mapa perfeito, chamaram o rei e o levaram a um imenso deserto. Ali chegando, mostraram uma estranha tenda, que se estendia até o horizonte.

"O que é isso?"

"O mapa do país", responderam os geógrafos. "Como quisemos fazê-lo o mais próximo da realidade, ele ficou tão grande que ocupa o deserto inteiro".

"O medo de errar, na maior parte das vezes, termina nos conduzindo ao próprio", comentou o rei. "O mapa é tão detalhado, que não serve para nada".
E mandou enforcar os geógrafos.

Link: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/2009/07/03/o-grande-mapa/

Obs: Podem ficar calmo que não vou ser enforcado ou vou me matar de alguma maneira... É apenas uma história com algumas semelhanças!

Obs2: Estou postando por e-mail, se tiver qualquer problema, corrijo de noite.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Apple, um exemplo de como as empresas devem tratar seus consumidores

Estou terminando de ler o livro do leander kahney sobre "A cabeça de steve jobs". Faz tanto tempo que não leio livros e esse por algum motivo me chamou muito a atenção quando passei a comprar produtos super taxados de impostos que são os computadores e periféricos da Apple. 

Se você não sabe, um notebook da Apple custa o que custa por causa dos altos impostos sobre os produtos importados que o nosso excelentissimo país cobra para que isso ajude a nossa industria. Isso me faz lembrar o grande lucro que empresas como a Positivo ganham com isso. Não da pra dividir essa fatia por um produto com uma excelência como os da Apple?! Pelo jeito não. O interressante é a abordagem do livro, que mostra que nos EUA não são elitistas que possuem um mac, mas sim a massa, ate porque os preços praticados lá são interessantíssimos. Quem não quer ter um iPhone por míseros r$199,00?! Eu teria todos os modelos... Um MacBook pro a 2 mil dólares é pechincha. Lá.  

O que o livro mostra também é a forma de liderança que Steve Jobs exerce na Apple. Qualquer um poderia ficar louco, mas com seu formato ele consegue garantir que produtos bons e com um design único saiam no mercado pra ser "o" diferencial. É interessantíssimo.

Assim como os acertos, o livro também mostra alguns fracassos. Tinham equipamentos que foram idealizados mas nunca chegaram a ser comercializados, ou seja, os especialistas "perderam tempo" desenvolvendo algo que não usariam. Mas nem tudo é perda, também é aprendizado.

Agora estou sabendo quase que por completo a vida da apple e de Steve Jobs, alem de gênios que possibilitaram o crescimento dessa empresa do vale do silício.

Eu sempre fui contra macs, mesmo quando trabalhava com ele na Editor Globo. Nunca entendi seu conceito, o porque era tão caro e porque designers e editores o idolatravam... Na editora eles usavam o sistema 9.2 ainda e ele era pra mim um Windows 3.11. 

Um amigo de faculdade me apresentou ao iPod. Um novo conceito de mp3 player que chegou no Brasil de forma tímida e quando esse amigo nos mostrou como funcionava o iPod, foi como se eu tivesse visto uma revolução em termos de música digital. Eu ia sempre com um discman na mão pra faculdade e um iPod com 20gb (era HD) já cabia muito mais do que muitos CDS que eu carregava na mala. O funcionamento dele parecia coisa de outro mundo, que simplicidade... O BUM veio com a qualidade do som. É, eu precisava de um (afinal eu passava 2h por dia dentro de condução. Ali começou a paixão pela Apple. Desde a hora que abri o produto (e o livro mostra que Jobs se preocupa até com isso) até a hora de liga-lo. Fantástico. Fiquei com esse iPod ate comprar meu primeiro carro. Me arrependi depois de vendê-lo. Faz parte.

Hoje tenho um iPhone o qual eu escrevo esse post no "Notas" e depois só copio e colo o texto no Blogger. Simples, pratico e permite que eu possa escrever minhas ideias em qualquer lugar. Com a atualização do software 3.0 (alias, vocês conhecem alguma empresa que vende celulares que se preocupa com esse tipo de manutenção?!) é possível escrever com o telefone em "landscape", ou seja, deitado, dando um espaçamento muito maior no teclado facilitando a escrita. Demais.

Obs: acabei de ler o livro. Pra quem não curte a linha Apple, é um bom comeco para passa a dar valor para esta marca.   

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Terapia

O post esta sem acento de proposito, de onde posto nao esta aceitando acento e por isso depois eu corrigo. Obrigado.

***

Hoje completa 5 dias (+ 1 semana horrivel) que estou longe da minha esposa. E nesses 5 dias, muitas coisas estao acontecendo, inclusive minha iniciativa em fazer terapia.

Sempre soube pela propria esposa que uma terapia ajuda muito quando estamos no fundo do poco, estamos desacreditados, infelizes com a situacao e o terapeuta tentara fazer com que voce enxergue a situacao e que haja de acordo para que voce se resgate, que voce seja feliz.

No dia que levei minha esposa para terapia e ela entrou no carro chorando muito, ali foi o dia que ela viu que o sentimento que ela sentia por mim havia de alguma forma acabado, tinha acabado ali o sentimento de amor. Havia claro um sentimento de carinho, amizade, mas o de amor tinha ido embora. Eu nao sabia e ela nao quis conversar sobre, ela preferiu se fechar totalmente. (sem beijos, carinhos, amor, etc).

A partir dai vieram claro muitos questionamentos sobre nosso relacionamento mas ela ja estava decidida. Ela ja sabia o que queria pra vida dela e o que ela queria era a separacao.

Esse ano de 2009 nao esta facil pras pessoas que conheco, que sao proximas e a "bruxa" esta solta literalmente. Muitos assuntos horriveis vieram a tona, comportamentos completamente inesperados tambem e uma solidao bateu no coracao da minha esposa e, quando eu deveria apoia-la, apoiei. Mas durante o apoio, quis e tentei continuar levar a vida, dar e receber amor (pois acredito muito que amor e uma troca), mostrar que a vida e boa pra ela e enfim, continuar nossa vida.

Brigavamos por coisas completamente idiotas, como uma lei de proibicao de fumo em restaurantes, sobre da onde era o padre com filhos... coisas idiotas em geral, mas estavamos acostumados a isso, a discutir, expor nossa opiniao e nao sabiamos de alguma forma ouvir o outro. Isso nos prejudicou demais.

Meu terapeuta diz para eu n?o "trabalhar" o se, mas neste momento que decidimos dar um tempo, trabalhar a amizade que tenho com meus amigos e estou fazendo isso, estou tirando qualquer possibilidade de imaginar uma vida ao lado dela (nao que eu nao queira, eu desejo MUITO ter uma vida com ela, na hora certa), mas aproveitar esse tempo para viver, para sair, para conhecer novas pessoas, enfim, para enxergar o mundo que eu renunciei para dar esse amor todo para ela.

Ela, mais velha (29 anos), viveu tudo que tinha para viver. Eu (25 anos) namorei dos 17 aos 21 com a Claudia (que casou e esta gravida, fico muito feliz por ela e desejo tanta felicidade, pois ela e uma pessoa muito especial) e quando terminei com a Claudia veio a Sissi. Namoramos, nos conhecemos e seguimos uma vida a dois muito boa. MUITO boa. Decidimos nos casar. Dentro dela, namorar mais que 6 meses uma pessoa significava que poderia dar casamento, era uma certeza que nos tinhamos e no restaurante que a pedi em namoro e casamento, tem nossa foto la, com os olhos cheios de lagrimas, mas esta ali, registrado nosso momento.

Decidi renunciar a esse negocio de "viver a vida" que as pessoas dizem, que tem que beijar 'n' mulheres, fazer sexo adoidado, enfim, nao fui criado para fazer isso e nunca entendi isso como forma de curtir a vida, pelo contrario, o que foi me passado eh que para curtir a vida, era curtir a vida ali, com a pessoa que voce gosta, ama... esse tipo de coisa. Eu gostei e adotei isso como meu estilo de vida.

Sonhava em casar com a Claudia? Sonhei, claro, sonhei em ter filhos com ela? Claro, tinhamos ate nomes para eles, mas meu coracao sentiu outro calor, que foi o da Sissi e fiz uma escolha. Toda escolha uma renuncia diz um amigo meu e renunciei a uma vida a 2 com a Claudia para ter uma vida a 2 com a Sissi.

Foi otimo e estou apertando "shift + del" nas coisas ruins para ficarem as coisas boas e quando eu me encontrar com ela para definirmos nosso futuro, vou levar todas as coisas boas que tivemos como proposta de continuidade. Com esse tempo, o remedio talvez seja jogar fora as discussoes e brigas que tivemos e tentar resgatar o sentimento de amor e carinho que tinhamos um pelo outro. Isso de forma gradual, lenta, com muitas conversas, com coracao aberto, e por ai vai. Mas como disse um pouco mais acima, nao vamos trabalhar o se e vamos trabalhar o agora.

Agora faco tratamento, me questiono tudo, falo muito, chega de guardar tudo isso dentro de mim. Com certeza vou me descobrir assim como ela esta se descobrindo e isso talvez seja muito bom para os dois, pois ambos estarao com a cabeca bem aberta.

***

Ah, eu ja perdi 4,3Kg em 5 dias, minha dieta esta muito boa. Ate meu rosto deu uma afinada, mas mesmo assim como pouco e tomo muito liquido, apenas comida solida que nao tem entrado mesmo, como meia colher de arroz e feijao e alguma coisa com sal para dar gosto. Nao recomendo essa dieta a ninguem porque estou perdendo musculo, mas faz parte de toda situacao.